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Casa do Grito

A edificação era, originalmente, residência e, ao mesmo tempo, pouso de viajantes e venda, localizando-se em trecho da antiga Estrada das Lágrimas ( antigo Caminho do Mar).
Até 1887 a casa pertenceu a Guilherme de Moraes e sua mulher, que nesse ano a venderam a Bartolomeu Gomes.
Em 1911, o terreno foi adquirido pela família Tavares de Oliveira. A casa, nessa época, estava em ruínas e era utilizada como cocheira. Após uma reforma, voltou a ser usada como moradia. Em 1936, foi desapropriada pela Prefeitura da cidade de São Paulo e transformada em monumento comemorativo da proclamação da Independência. Episódio de 7 de setembro de 1822, que está exposta no Museu Paulista da USP:
O pintor Pedro Américo confeccionou a obra, entre 1886 e 1888, em Florença, na Itália. Antes, porém, visitou o Ipiranga e realizou larga pesquisa para colher informações necessárias à elaboração da pintura histórica. Incorporou a casa de pau-a-pique à tela como opção estética para compor o cenário da proclamação de
D. Pedro I.A finalidade da pesquisa arqueológica, realizada na década de 1980, foi interpretar as formas de ocupação desta construção em pau-a-pique. Foram estudadas as evidências deixadas pelas pessoas que habitaram a casa até que o imóvel fosse desapropriado pela Prefeitura. As escavações consistiram na abertura de trincheiras para verificação e comparação das diferentes camadas de solo e na reconstituição do piso original, “chão de terra batida”, por meio de uma técnica minuciosa, a decapagem, com o objetivo de registrar a posição exata do material nele encontrado, o que possibilita a identificação e interpretação das atividades desenvolvidas pelos antigos moradores da casa.

Fonte: DPH / Museu Paulista folder da exposição Histórias de uma casa de pau-a-pique

Desenho de Vallandro Keating, 2007
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