{"id":1532,"date":"2022-11-11T10:10:01","date_gmt":"2022-11-11T13:10:01","guid":{"rendered":"http:\/\/portaldoipiranga.com\/?p=1532"},"modified":"2022-11-11T10:10:03","modified_gmt":"2022-11-11T13:10:03","slug":"carcere-ou-porque-as-mulheres-viram-bufalos-faz-temporada-no-sesc-belenzinho-em-novembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portaldoipiranga.com\/index.php\/2022\/11\/11\/carcere-ou-porque-as-mulheres-viram-bufalos-faz-temporada-no-sesc-belenzinho-em-novembro\/","title":{"rendered":"C\u00c1RCERE ou Porque as Mulheres Viram B\u00fafalos faz temporada no Sesc Belenzinho em novembro"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"840\" height=\"521\" src=\"https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/C\u00e1rcere-ou-Porque-as-Mulheres...-Jucimara-C-foto-de-Weslei-Barba-b-840x521.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1533\" srcset=\"https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/C\u00e1rcere-ou-Porque-as-Mulheres...-Jucimara-C-foto-de-Weslei-Barba-b-840x521.jpg 840w, https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/C\u00e1rcere-ou-Porque-as-Mulheres...-Jucimara-C-foto-de-Weslei-Barba-b-589x365.jpg 589w, https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/C\u00e1rcere-ou-Porque-as-Mulheres...-Jucimara-C-foto-de-Weslei-Barba-b-768x476.jpg 768w, https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/C\u00e1rcere-ou-Porque-as-Mulheres...-Jucimara-C-foto-de-Weslei-Barba-b.jpg 1400w\" sizes=\"auto, (max-width: 840px) 100vw, 840px\" \/><figcaption> <br><strong>C\u00e1rcere ou Porque as Mulheres&#8230; (Dalma R) -foto de Rick Barneski<\/strong> <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Mulheres no contexto do encarceramento s\u00e3o personagens fortes na nova montagem da Companhia de Teatro Heli\u00f3polis<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s temporada de sucesso na Casa de Teatro Mariajos\u00e9 de Carvalho, participa\u00e7\u00e3o no Mirada &#8211; Festival Ibero-Americano de Artes C\u00eanicas e duas indica\u00e7\u00f5es ao Pr\u00eamio APCA (Dire\u00e7\u00e3o e Dramaturgia), a&nbsp;<strong>Companhia de Teatro Heli\u00f3polis<\/strong>&nbsp;cumpre temporada do espet\u00e1culo&nbsp;<strong><em>C\u00c1RCERE ou Porque as Mulheres Viram B\u00fafalos<\/em><\/strong>&nbsp;no&nbsp;<strong>Sesc Belenzinho<\/strong>, em S\u00e3o Paulo. As apresenta\u00e7\u00f5es acontecem do&nbsp;<strong>dia 10 ao 27 de novembro<\/strong>, \u00e0s quintas, sextas e aos s\u00e1bados, \u00e0s 20h, e aos domingos, \u00e0s 17h.<\/p>\n\n\n\n<p>Com encena\u00e7\u00e3o de&nbsp;<strong>Miguel Rocha<\/strong>&nbsp;e texto de&nbsp;<strong>Dione Carlos<\/strong>, a montagem aborda a forte presen\u00e7a feminina no contexto do c\u00e1rcere, tendo Ant\u00f4nio Valdevino, Anderson Sales, Dalma R\u00e9gia, Danyel Freitas, Davi Guimar\u00e3es, Isabelle Rocha, Jefferson Matias, Jucimara Canteiro, Priscila Modesto e Walmir Bess como int\u00e9rpretes.<\/p>\n\n\n\n<p>O enredo parte da hist\u00f3ria de duas irm\u00e3s g\u00eameas &#8211; Maria dos Prazeres e Maria das Dores &#8211; com vidas marcadas pelo encarceramento dos homens da fam\u00edlia para apresentar as estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia, sobretudo, das mulheres em suas comunidades. Quanto ao t\u00edtulo, a dramaturga explica que \u201cfaz refer\u00eancia \u00e0s mulheres que transmutam as energias de viol\u00eancia e morte e reinventam realidades\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A encena\u00e7\u00e3o de Miguel Rocha tem as mulheres &#8211; m\u00e3es, esposas, companheiras, irm\u00e3s &#8211; no centro da abordagem. \u201cS\u00e3o elas que carregam o fardo, que s\u00e3o acometidas pelos desdobramentos do encarceramento de seus parceiros ou familiares, tendo a vida emocional, a seguran\u00e7a f\u00edsica e a situa\u00e7\u00e3o financeira abalada. A mulher se torna a for\u00e7a e o sustent\u00e1culo da fam\u00edlia, e tamb\u00e9m daquele que est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de c\u00e1rcere\u201d, argumenta o encenador.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"840\" height=\"472\" src=\"https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/C\u00e1rcere-ou-Porque...-DavidG-Ant\u00f4nioV-e-DalmaR-foto-de-TIGGAZ-b-840x472.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1534\" srcset=\"https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/C\u00e1rcere-ou-Porque...-DavidG-Ant\u00f4nioV-e-DalmaR-foto-de-TIGGAZ-b-840x472.jpg 840w, https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/C\u00e1rcere-ou-Porque...-DavidG-Ant\u00f4nioV-e-DalmaR-foto-de-TIGGAZ-b-500x280.jpg 500w, https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/C\u00e1rcere-ou-Porque...-DavidG-Ant\u00f4nioV-e-DalmaR-foto-de-TIGGAZ-b-650x365.jpg 650w, https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/C\u00e1rcere-ou-Porque...-DavidG-Ant\u00f4nioV-e-DalmaR-foto-de-TIGGAZ-b-768x431.jpg 768w, https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/C\u00e1rcere-ou-Porque...-DavidG-Ant\u00f4nioV-e-DalmaR-foto-de-TIGGAZ-b.jpg 1400w\" sizes=\"auto, (max-width: 840px) 100vw, 840px\" \/><figcaption> <br><strong>C\u00e1rcere ou Porque&#8230; DavidG, Ant\u00f4nioV e DalmaR -foto de TIGGAZ<\/strong> <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria das duas irm\u00e3s \u00e9 um disparador no enredo de&nbsp;<strong><em>C\u00c1RCERE ou Porque as Mulheres Viram B\u00fafalos<\/em><\/strong>&nbsp;para revelar o qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 se desvincular de uma estrutura t\u00e3o complexa quanto o encarceramento. Enquanto a m\u00e3e enfrenta o sistema jur\u00eddico na tentativa de libertar o filho preso injustamente, lutando pela subsist\u00eancia da fam\u00edlia e do filho, sua irm\u00e3 \u00e9 ref\u00e9m do ex-companheiro, tamb\u00e9m encarcerado, a quem deve garantir suporte no pres\u00eddio, al\u00e9m de n\u00e3o ter direito a uma nova vida conjugal pelo risco de perder a pr\u00f3pria vida. Presas a um hist\u00f3rico circular, pois tamb\u00e9m tiveram o pai preso, elas lutam para quebrar o ciclo, em um percurso espinhoso. Miguel Rocha comenta que \u201ca montagem n\u00e3o ignora que a tirania do c\u00e1rcere reverbere na periferia, onde poderes paralelos criam regras e ditam normas, dispondo da vida das pessoas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A ancestralidade est\u00e1 presente na dramaturgia e permeia a encena\u00e7\u00e3o de forma arquet\u00edpica. O coro aparece tanto como uma representa\u00e7\u00e3o da coletividade quanto um exerc\u00edcio da voz ancestral, cujos saberes resistiram \u00e0 barb\u00e1rie e atravessaram s\u00e9culos nos corpos, nas mem\u00f3rias e nas cren\u00e7as do(a)s africano(a)s que, escravizado(a)s, fizeram a travessia do Atl\u00e2ntico. Vale ressaltar que a maioria dos encarcerados \u00e9 de ascend\u00eancia negra, al\u00e9m de pobres e perif\u00e9ricos. \u201cNosso prop\u00f3sito \u00e9 apresentar uma obra que trace o percurso dessas mulheres, pretas e pobres, cujo destino \u00e9 atrelado ao c\u00e1rcere. N\u00e3o \u00e9 defender a criminalidade, mas refletir sobre a situa\u00e7\u00e3o limite em que o condenado se insere, al\u00e9m de mostrar que o modelo prisional vigente \u00e9 cruel, discriminat\u00f3rio e n\u00e3o presta \u00e0 ressocializa\u00e7\u00e3o\u201d, argumenta o encenador.<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 caracter\u00edstico nas encena\u00e7\u00f5es da Companhia, o espet\u00e1culo explora as a\u00e7\u00f5es f\u00edsicas para construir um discurso po\u00e9tico e expressionista das rela\u00e7\u00f5es de poder e da situa\u00e7\u00e3o de c\u00e1rcere. A m\u00fasica ao vivo (violino, viola, cello e percuss\u00e3o) potencializa esse discurso nas cenas coreografadas que denunciam e evidenciam o cotidiano em quest\u00e3o. O futebol, a comida, as humilha\u00e7\u00f5es, a disciplina imposta s\u00e3o passagens que elucidam a ambiguidade da proposta do sistema para a reabilita\u00e7\u00e3o daquele que, supostamente, infringiu as regras da sociedade. O encenador explica que \u201ca m\u00fasica e a coreografia t\u00eam a for\u00e7a de expor a concretude, a precariedade e a desestrutura do espa\u00e7o onde o enredo se desenvolve\u201d. O espa\u00e7o c\u00eanico \u00e9 neutro (predominando o cinza), e a ilumina\u00e7\u00e3o confere intensidade \u00e0 cena e \u00e0 dramaturgia. Apenas alguns elementos cenogr\u00e1ficos s\u00e3o contextualizados de forma po\u00e9tica, a exemplo das gaiolas que representam a pris\u00e3o emocional e psicol\u00f3gica da mulher que sofre indiretamente as consequ\u00eancias do c\u00e1rcere.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse espet\u00e1culo, cuja estreia foi em 12\/3\/2022, resultou do projeto C\u00c1RCERE &#8211; Aprisionamento em Massa e Seus Desdobramentos, elaborado para comemorar os 20 anos que a Companhia de Teatro Heli\u00f3polis completou em 2020 &#8211; contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de S\u00e3o Paulo. Durante o processo criativo, o grupo contou com participa\u00e7\u00e3o de pensadore(a)s e pesquisadore(a)s em debates (Salloma Salom\u00e3o, Juliana Borges,&nbsp;Roberto da Silva e Preta Ferreira), provoca\u00e7\u00f5es (Maria Fernanda Vomero e Bernadeth Alves) e performatividade (Carminda Mendes Andr\u00e9). Tamb\u00e9m de Bruno Paes Manso e Salloma Salom\u00e3o foram comentadores, al\u00e9m da colabora\u00e7\u00e3o de Bel Borges e Luciano Mendes de Jesus (prepara\u00e7\u00e3o vocal), Renato Navarro (m\u00fasica), \u00c9rika Moura (pesquisa corporal), Janete Santiago (dan\u00e7a afro),&nbsp;Eliseu Weide (cenografia), Samara Costa (figurino), Toninho Rodrigues (luz) e tantos outros.<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<p>FICHA T\u00c9CNICA &#8211;&nbsp;<strong>Encena\u00e7\u00e3o<\/strong>: Miguel Rocha.&nbsp;<strong>Assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o<\/strong>: Davi Guimar\u00e3es.&nbsp;<strong>Texto<\/strong>: Dione Carlos.&nbsp;<strong>Elenco<\/strong>: Ant\u00f4nio Valdevino, Anderson Sales, Dalma R\u00e9gia, Danyel Freitas, Davi Guimar\u00e3es, Isabelle Rocha, Jefferson Matias, Jucimara Canteiro, Priscila Modesto e Walmir Bess.&nbsp;<strong>Dire\u00e7\u00e3o musical<\/strong>: Renato Navarro.&nbsp;<strong>Assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o musical<\/strong>: C\u00e9sar Martini.&nbsp;<strong>Musicistas<\/strong>: Alisson Amador (percuss\u00e3o), Amanda Ab\u00e1 (violoncelo), Denise Oliveira (violino) e Jennifer Cardoso (viola).&nbsp;<strong>Cenografia<\/strong>: Eliseu Weide.&nbsp;<strong>Ilumina\u00e7\u00e3o<\/strong>: Miguel Rocha e Toninho Rodrigues.&nbsp;<strong>Figurino<\/strong>: Samara Costa.&nbsp;<strong>Assist\u00eancia de figurino<\/strong>: Clara Njambela.&nbsp;<strong>Costureira<\/strong>: Yaisa Bispo.&nbsp;<strong>Opera\u00e7\u00e3o de som<\/strong>: Lucas Bressanin.&nbsp;<strong>Opera\u00e7\u00e3o de luz<\/strong>: Viviane Santos.&nbsp;<strong>Cenotecnia<\/strong>: Wanderley Silva.&nbsp;<strong>Provoca\u00e7\u00e3o vocal, arranjos e composi\u00e7\u00e3o da m\u00fasica do \u2018manifesto das mulheres\u2019<\/strong>: Bel Borges.&nbsp;<strong>Provoca\u00e7\u00e3o vocal, orienta\u00e7\u00e3o em atua\u00e7\u00e3o-musicalidade e arranjos &#8211; percuss\u00e3o \u2018chamado de Ians\u00e3\u2019<\/strong>: Luciano Mendes de Jesus.&nbsp;<strong>Estudo da pr\u00e1tica corporal e dire\u00e7\u00e3o de movimento<\/strong>: \u00c9rika Moura.&nbsp;<strong>Provoca\u00e7\u00e3o c\u00eanica<\/strong>: Bernadeth Alves, Carminda Mendes Andr\u00e9 e Maria Fernanda Vomero.&nbsp;<strong>Comentadores<\/strong>: Bruno Paes Manso e Salloma Salom\u00e3o.&nbsp;<strong>Mesas de debates<\/strong>: Juliana Borges, Preta Ferreira, Roberto da Silva e Salloma Salom\u00e3o &#8211; media\u00e7\u00e3o de Maria Fernanda Vomero.&nbsp;<strong>Orienta\u00e7\u00e3o de dan\u00e7a afro<\/strong>: Janete Santiago.&nbsp;<strong>Dire\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o<\/strong>: Dalma R\u00e9gia.&nbsp;<strong>Produ\u00e7\u00e3o executiva<\/strong>: Davi Guimar\u00e3es e Miguel Rocha.&nbsp;<strong>Idealiza\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o<\/strong>: Companhia de Teatro Heli\u00f3polis.&nbsp;<strong>Realiza\u00e7\u00e3o<\/strong>: Sesc.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Servi\u00e7o<\/h1>\n\n\n\n<p>Espet\u00e1culo:&nbsp;<strong><em>C\u00c1RCERE ou Porque as Mulheres Viram B\u00fafalos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com:<strong>&nbsp;Companhia de Teatro Heli\u00f3polis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Temporada:&nbsp;<strong>10 a 27 de novembro de 2022<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Hor\u00e1rios: quinta, sexta e s\u00e1bado, \u00e0s 20h, e domingo, \u00e0s 17h<\/p>\n\n\n\n<p>Local: Sala II (120 lugares) \u2013 com acessibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ingressos:&nbsp;R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia-entrada) e R$ 9,00 (credencial Sesc)<\/p>\n\n\n\n<p>Dura\u00e7\u00e3o: 120 min. Classifica\u00e7\u00e3o: 12 anos. G\u00eanero: Experimental.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sesc Belenzinho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Rua Padre Adelino, 1000. Belenzinho \u2013 S\u00e3o Paulo (SP)<\/p>\n\n\n\n<p>Telefone: (11) 2076-9700 | sescsp.org.br\/Belenzinho | Nas redes: @sescbelenzinho<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estacionamento<\/strong>&nbsp;&#8211; De ter\u00e7a a s\u00e1bado, das 9h \u00e0s 21h. Domingos e feriados, das 9h \u00e0s 18h. Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional. N\u00e3o credenciados no Sesc: R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Transporte P\u00fablico<\/strong>&nbsp;&#8211; Metro Bel\u00e9m (550m) | Esta\u00e7\u00e3o Tatuap\u00e9 (1400m)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Companhia de Teatro Heli\u00f3polis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Facebook &#8211; @companhiadeteatro.heliopolis | Instagram &#8211; @ciadeteatroheliopolis<\/p>\n\n\n\n<p>A Companhia de Teatro Heli\u00f3polis surgiu, em 2000, com o objetivo de montar o espet\u00e1culo&nbsp;<em>A Queda para o Alto<\/em>, baseado no romance hom\u00f4nimo de Sandra Mara Herzer. Seu repert\u00f3rio tem 12 espet\u00e1culos, criados em di\u00e1logo com os anseios e as viv\u00eancias que permeiam a realidade de Heli\u00f3polis. Ap\u00f3s a produ\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>Cora\u00e7\u00e3o de Vidro&nbsp;<\/em>(2004) e&nbsp;<em>Os Meninos do Brasil&nbsp;<\/em>(2007), realizou com patroc\u00ednio da Petrobr\u00e1s o projeto Arte e Cidadania em Heli\u00f3polis, que resultou em tr\u00eas espet\u00e1culos:&nbsp;<em>O Dia em que T\u00falio Descobriu a \u00c1frica&nbsp;<\/em>(2009, Pr\u00eamio Cooperativa Paulista de Teatro, categoria Ocupa\u00e7\u00e3o de Espa\u00e7o);&nbsp;<em>Nordeste\/Heli\u00f3polis\/Brasil &#8211; Primeiro Ato<\/em>&nbsp;(2011, indicado ao mesmo pr\u00eamio como Grupo Revela\u00e7\u00e3o) e&nbsp;<em>Um Lugar ao Sol&nbsp;<\/em>(2013, novamente indicado como Grupo Revela\u00e7\u00e3o, al\u00e9m dos pr\u00eamios de 3\u00ba Melhor Espet\u00e1culo e Melhor Atriz no IX Festival Nacional de Limeira). Desde 2010, a trupe ocupa sede pr\u00f3pria: a Casa de Teatro Mariajos\u00e9 de Carvalho, im\u00f3vel cedido pela Secretaria Estadual de Cultura, no Ipiranga, bairro vizinho a Heli\u00f3polis, onde recebeu em interc\u00e2mbio internacional o diretor Mike van Alfen, do grupo holand\u00eas MC Theater, formado por jovens descendentes de imigrantes, para workshops que originaram&nbsp;<em>A Hora Final<\/em>, apresentado por atores brasileiros e holandeses na sede do MC Theater, em Amsterd\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2015, foi contemplada pela 25\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de S\u00e3o Paulo com o projeto Onde o Percurso Come\u00e7a? Princ\u00edpios de Identidade e Alteridade no Campo da Educa\u00e7\u00e3o, que resultou em&nbsp;<em>A Inoc\u00eancia do Que Eu (N\u00e3o) Sei<\/em>, indicado ao Pr\u00eamio S\u00e3o Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem (FEMSA) nas categorias Melhor Espet\u00e1culo Jovem e Pr\u00eamio Especial (pelo teatro comprometido com a comunidade de Heli\u00f3polis e a pesquisa tem\u00e1tica em escolas p\u00fablicas). Em 2016, estreou&nbsp;<em>Medo<\/em>, inspirado nos ataques do PCC em S\u00e3o Paulo em 2006, que evidencia a viol\u00eancia subliminar, cont\u00ednua e velada. Em 2017,<em>&nbsp;Sutil Violento<\/em>, que teve duas temporadas, foi viabilizado pelo Programa de Fomento ao Teatro com o projeto Microviol\u00eancias e Suas Naturaliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, o grupo conquistou apoio da 31\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Fomento para levar adiante Justi\u00e7a &#8211; O que os Vereditos N\u00e3o Revelam, dando origem a seu 11\u00ba espet\u00e1culo,&nbsp;<em>(In)justi\u00e7a<\/em>, que teve 48 apresenta\u00e7\u00f5es em sua sede e temporada no Sesc Belenzinho, sendo indicado ao Pr\u00eamio Shell (categoria M\u00fasica) e ao Pr\u00eamio Aplauso Brasil (categoria Melhor Espet\u00e1culo de Grupo), tamb\u00e9m eleito um dos melhores do ano pelo Guia Folha e Divirta-se\/Estad\u00e3o.&nbsp;<em>(In)justi\u00e7a<\/em>&nbsp;participou do 4\u00ba Festkaos &#8211; Festival Nacional Teatro do Kaos (pr\u00eamios de Melhor Atriz, Ator, Ator Coadjuvante, Figurino e indica\u00e7\u00e3o para Trilha e Ilumina\u00e7\u00e3o), 34\u00ba Festivale &#8211; Festival Nacional de Teatro do Vale do Para\u00edba, 12\u00aa Mostra Cultural da Cooperifa, 41\u00ba FESTE &#8211; Festival Nacional de Teatro Pindamonhangaba (pr\u00eamios de Melhor Espet\u00e1culo, Atriz e Especial para Trilha Sonora) e o 14\u00ba Fentepira &#8211; Festival Nacional de Teatro de Piracicaba, al\u00e9m dos internacionais Brasil Cena Aberta e CICLO &#8211; Circuito de artes e Conceitos de Londrina.<\/p>\n\n\n\n<p>A companhia, cuja sede \u00e9 ponto de cultura (Rede de Pontos de Cultura da Pol\u00edtica Nacional de Cultura Viva no Estado de s\u00e3o Paulo), desde 2019, j\u00e1 realizou duas edi\u00e7\u00f5es da Mostra de Teatro Heli\u00f3polis, em parceria com MUK Produ\u00e7\u00f5es, e a A\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria Nova Heli\u00f3polis (2015 e 2016). A Companhia de Teatro Heli\u00f3polis foi uma das finalistas na categoria Grupos, Companhias e Corpos Est\u00e1veis do 11\u00ba Pr\u00eamio Governo do Estado de S\u00e3o Paulo para as Artes em 2020. Em 2021 deu in\u00edcio ao projeto C\u00e1rcere &#8211; Aprisionamento em Massa e Seus Desdobramentos &#8211; Companhia de Teatro Heli\u00f3polis 20 Anos, contemplado na 35\u00aa Edi\u00e7\u00e3o do Programa Municipal de Fomento ao Teatro, que originou a atual montagem&nbsp;<em>C\u00c1RCERE ou Porque as Mulheres Viram B\u00fafalos<\/em>.<\/p>\n\n<div style=\"font-size:0px;height:0px;line-height:0px;margin:0;padding:0;clear:both\"><\/div><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres no contexto do encarceramento s\u00e3o personagens fortes na nova montagem da Companhia de Teatro Heli\u00f3polis Ap\u00f3s temporada de sucesso na Casa de Teatro Mariajos\u00e9 de Carvalho, participa\u00e7\u00e3o no Mirada &#8211; Festival Ibero-Americano de Artes C\u00eanicas e duas indica\u00e7\u00f5es ao Pr\u00eamio APCA (Dire\u00e7\u00e3o e Dramaturgia), a&nbsp;Companhia de Teatro Heli\u00f3polis&nbsp;cumpre temporada do espet\u00e1culo&nbsp;C\u00c1RCERE ou Porque as Mulheres Viram B\u00fafalos&nbsp;no&nbsp;Sesc Belenzinho, em S\u00e3o Paulo. As apresenta\u00e7\u00f5es acontecem do&nbsp;dia 10 ao 27 de novembro, \u00e0s quintas, sextas e aos s\u00e1bados, \u00e0s 20h, e aos domingos, \u00e0s 17h. 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