{"id":2740,"date":"2025-10-15T12:33:06","date_gmt":"2025-10-15T15:33:06","guid":{"rendered":"https:\/\/portaldoipiranga.com\/?p=2740"},"modified":"2025-10-14T12:35:44","modified_gmt":"2025-10-14T15:35:44","slug":"cia-de-teatro-heliopolis-encerra-temporada-de-a-boca-que-tudo-come-tem-fome-no-dia-26-de-outubro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portaldoipiranga.com\/index.php\/2025\/10\/15\/cia-de-teatro-heliopolis-encerra-temporada-de-a-boca-que-tudo-come-tem-fome-no-dia-26-de-outubro\/","title":{"rendered":"Cia de Teatro Heli\u00f3polis Encerra temporada de A Boca que Tudo Come Tem Fome\u00a0no dia 26 de outubro"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"560\" height=\"840\" src=\"https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/A-Boca-que-Tudo-Come-Tem-Fome-foto-de-Jose-de-Holanda-3b-560x840.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2741\" srcset=\"https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/A-Boca-que-Tudo-Come-Tem-Fome-foto-de-Jose-de-Holanda-3b-560x840.jpg 560w, https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/A-Boca-que-Tudo-Come-Tem-Fome-foto-de-Jose-de-Holanda-3b-243x365.jpg 243w, https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/A-Boca-que-Tudo-Come-Tem-Fome-foto-de-Jose-de-Holanda-3b-768x1153.jpg 768w, https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/A-Boca-que-Tudo-Come-Tem-Fome-foto-de-Jose-de-Holanda-3b.jpg 866w\" sizes=\"auto, (max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;temporada do espet\u00e1culo&nbsp;<strong><em>A Boca que Tudo Come Tem Fome (Do C\u00e1rcere \u00e0s Ruas)<\/em><\/strong>&nbsp;segue at\u00e9 o dia 26 de outubro, na&nbsp;<strong>Casa de Teatro Mariajos\u00e9 de Carvalho<\/strong>, sede da&nbsp;<strong>Companhia de Teatro Heli\u00f3polis<\/strong>. A montagem &#8211; que aborda a vida e os obst\u00e1culos enfrentados por pessoas egressas do sistema prisional &#8211; fica em cartaz \u00e0s sextas e s\u00e1bados, \u00e0s 20h, e aos domingos, \u00e0s 18h.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com dramaturgia de&nbsp;<strong>Dione Carlos<\/strong>&nbsp;e encena\u00e7\u00e3o de&nbsp;<strong>Miguel Rocha<\/strong>,&nbsp;<strong><em>A Boca que Tudo Come Tem Fome (Do C\u00e1rcere \u00e0s Ruas)<\/em><\/strong>&nbsp;joga luz sobre a quest\u00e3o: o que significa recuperar a liberdade? Em cena, seis pessoas que passaram pelo sistema prisional brasileiro t\u00eam suas trajet\u00f3rias entrela\u00e7adas. Diante das dificuldades de reinser\u00e7\u00e3o social e reconstru\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria vida, cada uma delas, a seu modo, tenta encontrar uma sa\u00edda. As marcas do per\u00edodo que passaram atr\u00e1s das grades permanecem na mem\u00f3ria, no corpo e nos afetos. Exu, o orix\u00e1 das encruzilhadas e destrancador dos caminhos, aparece como uma presen\u00e7a provocativa ao despertar naqueles sujeitos a fome por novos come\u00e7os e a avidez por dignidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A encena\u00e7\u00e3o de Miguel Rocha se d\u00e1 em um espelho d\u2019\u00e1gua, uma cenografia de Telumi Hellen, que usa a simbologia do des\u00e1gue para o momento em que o egresso sai da pris\u00e3o, quando percebe tudo como novo. O reflexo reporta ao aprisionamento das emo\u00e7\u00f5es, \u00e0s viv\u00eancias e mem\u00f3rias que afloram quando \u201ca liberdade canta\u201d. \u201cA sa\u00edda da pris\u00e3o \u00e9 um desaguar. A for\u00e7a da \u00e1gua tanto pode purificar como ser violenta, e o reflexo na \u00e1gua pode ser espelho que leva as personagens a encararem a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o\u201d, comenta o encenador Miguel Rocha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este \u00e9 o ponto de partida para a imers\u00e3o na realidade que se apresenta, nos obst\u00e1culos que enfrenta o sobrevivente do sistema carcer\u00e1rio para reafirmar a pr\u00f3pria cidadania. \u2018O c\u00e1rcere n\u00e3o termina no c\u00e1rcere\u2019, \u00e9 o que constatam as personagens que carregam o estigma de serem ex-detentos\/tas, com o \u00f4nus de uma multa prisional a ser paga, com as dificuldades para reativar a documenta\u00e7\u00e3o, os h\u00e1bitos e experi\u00eancias adquiridos na pris\u00e3o, os fatores emocionais consequentes e os desafios e as armadilhas da liberdade que n\u00e3o raramente os levam \u00e0 reincid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A companhia cria um espet\u00e1culo que coloca em cena a carga que o passado representa na vida das personagens egressas da pris\u00e3o, mas n\u00e3o se fecha nisso. A dramaturgia n\u00e3o \u00e9 determinista ao ponto de condicionar a experi\u00eancia do c\u00e1rcere \u00e0 experi\u00eancia do crime. \u201cO olhar do Estado e da sociedade para as quest\u00f5es relativas \u00e0 vida ap\u00f3s o desencarceramento, que acomete geralmente pretos e pobres, ainda \u00e9 muito restrito, inviabilizando a possibilidade de se viver dignamente\u201d, comenta Miguel Rocha. \u201c\u00c9 fato que esse \u00e9 um processo circular com as mesmas pessoas; as mazelas sociais se repetem nesse lugar de viol\u00eancia e invisibilidade, o que acaba sendo um entrave para a transforma\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso fugir desse ciclo para que haja mudan\u00e7as. Nosso trabalho busca compreender e refletir sobre esse contexto hist\u00f3rico-social\u201d, completa o encenador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Companhia de Teatro Heli\u00f3polis sempre trabalha com a perspectiva de hist\u00f3rias humanas, onde a experi\u00eancia est\u00e9tica \u00e9 alinhada ao discurso. O texto, a m\u00fasica ao vivo, o figurino, o corpo em cena, a luz e as imagens criadas colaboram para a expans\u00e3o do discurso. \u201cNosso desafio n\u00e3o \u00e9 somente contar a hist\u00f3ria, mas como cont\u00e1-la. Todos esses elementos s\u00e3o costurados, tecendo a cena que queremos apresentar. O que fazemos \u00e9 teatro, ent\u00e3o procuramos extrair a poesia contida mesmo nos temas mais densos para propiciar ao expectador experi\u00eancia art\u00edstico-po\u00e9tica\u201d, afirma Miguel Rocha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>A Boca que Tudo Come Tem Fome&nbsp;<\/em><\/strong>\u00e9 resultado do projeto&nbsp;<strong>Do C\u00e1rcere \u00e0s Ruas: O Estigma da Vida Depois das Grades<\/strong>, contemplado pela 43\u00aa Edi\u00e7\u00e3o do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de S\u00e3o Paulo. A&nbsp;pesquisa&nbsp;partiu da premissa de que o encarceramento deflagra traumas, comportamentos e perspectivas que inevitavelmente estar\u00e3o presentes na retomada da vida, buscando compreender as consequ\u00eancias do aprisionamento nas tentativas de adapta\u00e7\u00e3o fora da pris\u00e3o e na reconstru\u00e7\u00e3o das vidas. O encenador ressalta a dificuldade em encontrar material, tanto acad\u00eamico quanto art\u00edstico e liter\u00e1rio, sobre o assunto. Para aprofundar no tema, a Companhia de Teatro Heli\u00f3polis realizou entrevistas com egressos na comunidade de Heli\u00f3polis e em institui\u00e7\u00f5es de acolhimento e de ativismo em prol do desencarceramento e abolicionismo penal. Tamb\u00e9m realizou debates abertos ao p\u00fablico com o articulador e assistente social&nbsp;F\u00e1bio Pereira, o rapper Dexter, a&nbsp;percursora do movimento anti-c\u00e1rcere,&nbsp;Tempestade, e com o professor de artes c\u00eanicas Vicente Conc\u00edlio. O processo criativo contou ainda com provoca\u00e7\u00f5es te\u00f3rico-c\u00eanicas de Maria Fernanda Vomero (tamb\u00e9m na media\u00e7\u00e3o dos debates) e dos comentadores Salloma Salom\u00e3o e Bruno Paes Manso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FICHA T\u00c9CNICA&nbsp;&#8211;&nbsp;<strong>Concep\u00e7\u00e3o geral e encena\u00e7\u00e3o<\/strong>: Miguel Rocha.&nbsp;<strong>Dramaturgia<\/strong>: Dione Carlos.&nbsp;<strong>Elenco<\/strong>: Cristiano Belarmino, Dalma R\u00e9gia, Davi Guimar\u00e3es, Jucimara Canteiro, Klavy Costa e Walmir Bess.&nbsp;<strong>M\u00fasica original e dire\u00e7\u00e3o musical<\/strong>: Alisson Amador.&nbsp;<strong>M\u00fasica \u201cA Ben\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong>: J\u00falia Tizumba.&nbsp;<strong>M\u00fasica em cena<\/strong>: Alisson Amador, Amanda Ab\u00e1, Denise Oliveira e Nicoli Martins.&nbsp;<strong>Cenografia<\/strong>: Telumi Hellen.&nbsp;<strong>Assist\u00eancia de cenografia<\/strong>: Nicole Kouts.&nbsp;<strong>Figurino<\/strong>: Samara Costa.&nbsp;<strong>Assist\u00eancia de figurino<\/strong>: Clara Njambela.&nbsp;<strong>Provoca\u00e7\u00e3o vocal<\/strong>: Alisson Amador, Edileuza Ribeiro e Isabel Setti.&nbsp;<strong>Dire\u00e7\u00e3o de movimento<\/strong>: Erika Moura e Miguel Rocha.&nbsp;<strong>Provoca\u00e7\u00e3o corporal<\/strong>: Erika Moura.&nbsp;<strong>Oficinas de dan\u00e7a<\/strong>: Ana Flor de Carvalho, Diogo Granato, Janette Santiago e Marina Caron.&nbsp;<strong>Cria\u00e7\u00f5es coreogr\u00e1ficas<\/strong>: O coletivo, Erika Moura, Diogo Granato e Janette Santiago.&nbsp;<strong>Provoca\u00e7\u00e3o te\u00f3rico c\u00eanica e media\u00e7\u00e3o do ciclo de debates<\/strong>: Maria Fernanda Vomero.&nbsp;<strong>Estudos em teatro \u00e9pico, performance e dan\u00e7a<\/strong>: Alexandre Mate, Murilo Gaul\u00eas e Sayonara Pereira.&nbsp;<strong>Ilumina\u00e7\u00e3o<\/strong>: Miguel Rocha e Toninho Rodrigues.&nbsp;<strong>Opera\u00e7\u00e3o de luz<\/strong>: Gabriel Rodrigues.&nbsp;<strong>Opera\u00e7\u00e3o de som<\/strong>: Lucas Bressanin.&nbsp;<strong>Microfona\u00e7\u00e3o<\/strong>: Katheleen Costa.&nbsp;<strong>Cenotecnia<\/strong>: C\u00e9sar Renzi e Wanderley Silva.&nbsp;<strong>Contrarregra<\/strong>: Ant\u00f4nio Portela.&nbsp;<strong>Convidados do ciclo de debates<\/strong>: F\u00e1bio Pereira, Dexter, Tempestade e Vicente Conc\u00edlio.&nbsp;<strong>Comentadores<\/strong>: Bruno Paes Manso e Salloma Salom\u00e3o.&nbsp;<strong>Assessoria de imprensa<\/strong>: Eliane Verbena.&nbsp;<strong>Coordena\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>: Luiz Fernando Ferreira.&nbsp;<strong>Assist\u00eancia de comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>: Jo\u00e3o Teodoro Junior.&nbsp;<strong>Fotografia<\/strong>: Jos\u00e9 de Holanda e Duda Viana.&nbsp;<strong>Registros do processo de cria\u00e7\u00e3o<\/strong>: Jo\u00e3o Guimar\u00e3es.&nbsp;<strong>Design gr\u00e1fico<\/strong>:Rick Barneschi.&nbsp;<strong>Edi\u00e7\u00e3o de textos do programa<\/strong>: Maria Fernanda Vomero.&nbsp;<strong>Dire\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o<\/strong>: Dalma R\u00e9gia.&nbsp;<strong>Produ\u00e7\u00e3o executiva<\/strong>: \u00c1lex Mendes e Miguel Rocha.&nbsp;<strong>Idealiza\u00e7\u00e3o<\/strong>: Companhia de Teatro Heli\u00f3polis.&nbsp;<strong>Agradecimentos<\/strong>: Amparar (Associa\u00e7\u00e3o de Familiares e Amigos de Presos\/as e Internos\/as na Funda\u00e7\u00e3o Casa), Associa\u00e7\u00e3o A\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria Nova Heli\u00f3polis e Frente Estadual pelo Desencarceramento de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Espet\u00e1culo:&nbsp;<strong><em>A Boca que Tudo Come Tem Fome (Do C\u00e1rcere \u00e0s Ruas)<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com Companhia de Teatro Heli\u00f3polis<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Temporada:&nbsp;<strong>08 de agosto a 26 de outubro 2025<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Hor\u00e1rios<\/strong>:Sexta e S\u00e1bado, \u00e0s 20h, e domingos, \u00e0s 18h.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ingressos:&nbsp;<\/strong><strong>Gratuitos \u2013 Retirar 1 hora antes das sess\u00f5es.<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Reservas online<\/strong>:&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.sympla.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.sympla.com.br<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Classifica\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/strong>14 anos.<strong>&nbsp;Dura\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;120 minutos. G\u00eanero: Experimental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Casa de Teatro Mariajos\u00e9 de Carvalho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rua Silva Bueno, 1.533 \u2013 Ipiranga. S\u00e3o Paulo\/SP.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Telefone: (11) 2060-0318 (WhatsApp). Capacidade: 60 lugares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Transporte p\u00fablico &#8211; Metro Sacom\u00e3 \/ Terminal de \u00d4nibus Sacom\u00e3<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Instagram: @ciadeteatroheliopolis | Facebook: @companhiadeteatro.heliopolis<\/p>\n\n<div style=\"font-size:0px;height:0px;line-height:0px;margin:0;padding:0;clear:both\"><\/div><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;temporada do espet\u00e1culo&nbsp;A Boca que Tudo Come Tem Fome (Do C\u00e1rcere \u00e0s Ruas)&nbsp;segue at\u00e9 o dia 26 de outubro, na&nbsp;Casa de Teatro Mariajos\u00e9 de Carvalho, sede da&nbsp;Companhia de Teatro Heli\u00f3polis. 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