{"id":868,"date":"2019-08-16T16:07:27","date_gmt":"2019-08-16T19:07:27","guid":{"rendered":"http:\/\/portaldoipiranga.com\/?p=868"},"modified":"2019-08-16T16:09:20","modified_gmt":"2019-08-16T19:09:20","slug":"o-graffiti-encheu-heliopolis-de-cores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portaldoipiranga.com\/index.php\/2019\/08\/16\/o-graffiti-encheu-heliopolis-de-cores\/","title":{"rendered":"O graffiti encheu HELI\u00d3POLIS de cores"},"content":{"rendered":"\n<p>De abril a junho\ndeste ano o projeto <strong>Uma Virada de Cores<\/strong> ofereceu oficinas gratuitas de graffiti a jovens de Heli\u00f3polis, regi\u00e3o da zona sul da capital paulistana. O\nlegado foram os 40 pain\u00e9is grafitados, que encheram de cores as ruas, esquinas\ne avenidas. Esse foi o resultado do primeiro projeto da AISCE &#8211; Associa\u00e7\u00e3o de\nInterc\u00e2mbio Sociocultural e Empresarial Brasil &#8211; Col\u00f4mbia, em co-realiza\u00e7\u00e3o com\na produtora carioca Burburinho Cultural. <strong>Uma Virada de Cores<\/strong> \u00e9 apresentado pelo Minist\u00e9rio da Cidadania e pela empresa de energia\nISA CTEEP, viabilizado pela Lei de Incentivo \u00e0 Cultura, com patroc\u00ednio da ISA\nCTEEP.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"601\" height=\"401\" src=\"http:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafiti.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-869\" srcset=\"https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafiti.jpg 601w, https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafiti-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 601px) 100vw, 601px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos\nmuros, paredes e espa\u00e7os coloridos, os organizadores lan\u00e7am\nno dia 22 de agosto, no CEU Heli\u00f3polis, um document\u00e1rio sobre o processo e os\npersonagens envolvidos. Um cat\u00e1logo com as obras realizadas por essa parceria\nBrasil-Col\u00f4mbia est\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o para ser lan\u00e7ado at\u00e9 o final do ano. Ainda,\ncomo uma iniciativa de reaproveitamento dos res\u00edduos e de engajamento\nambiental, Daniel Bazco, um dos arte-educadores, fez ainda uma escultura com\ngrande parte das latas de sprays utilizadas durante o projeto, reciclando parte\ndo material que seria descartado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como\nresultado, as oficinas apresentaram aos jovens a forma de lidar com o graffiti, uma arte j\u00e1 presente em seus cotidianos, mas agora de\numa forma ativa, como realizadores de novas paisagens urbanas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe de\nartistas e arte-educadores contou com dezenas de profissionais, entre elas os\ngrafiteiros colombianos Johan Andres (Kano Delix), Johan Alberto (Sony) e\nRobert Sled (Fuan Nexio), que vieram ao Brasil especialmente para a atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os murais\nest\u00e3o espalhados por Heli\u00f3polis, refletindo os sentimentos, as viv\u00eancias e os\nsonhos dos jovens artistas, que coloriram com suas pr\u00f3prias m\u00e3os o espa\u00e7o\nurbano onde vivem.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram cerca de\n1000 latas de tinta spray, utilizadas por mais de 500 jovens, entre 12 e 29\nanos, que passaram por oficinas de abril a junho deste ano. As aulas foram\nministradas por uma equipe formada por arte-educadores e grafiteiros,\nescolhidos por chamada p\u00fablica seguida por um processo de sele\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cada uma das\ncria\u00e7\u00f5es foi pensada coletivamente, desde o assunto que seria tema do desenho,\nat\u00e9 as escolhas das t\u00e9cnicas e das cores. Os grafiteiros convidados e o os\narte-educadores entraram em a\u00e7\u00e3o para ensinar as maneiras de manusear a lata de\nspray, mexer com a tinta l\u00e1tex, o est\u00eancil e para transmitir e ensinar mais\nsobre a arte e as t\u00e9cnicas do graffiti.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"480\" src=\"http:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Graffitti-de-Robert-Sled_Foto-2-Vini-Soares.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-871\" srcset=\"https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Graffitti-de-Robert-Sled_Foto-2-Vini-Soares.jpg 720w, https:\/\/portaldoipiranga.com\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Graffitti-de-Robert-Sled_Foto-2-Vini-Soares-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>De\nHeli\u00f3polis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Considerada a\nmaior comunidade da cidade de S\u00e3o Paulo, Heli\u00f3polis localiza-se na zona sul da\ncapital e possui mais de 100 mil habitantes, em uma \u00e1rea de quase um milh\u00e3o de\nmetros quadrados.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a a\u00e7\u00e3o de <strong>Uma Virada de Cores,<\/strong> o espa\u00e7o p\u00fablico foi\nesteticamente transformado pelos mais de 40 murais grafitados espalhados pela\nregi\u00e3o. De quebra, os participantes ainda ganharam a oportunidade de aprender\numa nova forma de se expressar e que pode se tornar uma profiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas a\u00e7\u00f5es\nprovocaram a expans\u00e3o do repert\u00f3rio art\u00edstico, cultural e social dos\nparticipantes, o desenvolvimento e aprimoramento da criatividade, o fortalecimento\nda identidade do aluno e pertencimento \u00e0 comunidade. Com isso, a produ\u00e7\u00e3o do graffiti trouxe tamb\u00e9m a reflex\u00e3o sobre o mercado de trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por serem\nfeitos com a colabora\u00e7\u00e3o de moradores da pr\u00f3pria regi\u00e3o, os desenhos\nproporcionam, al\u00e9m do prazer est\u00e9tico, a melhoria positiva do espa\u00e7o p\u00fablico e\na possibilidade do morador se reconhecer nos murais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para o mundo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O projeto j\u00e1\nnasceu com a inten\u00e7\u00e3o do interc\u00e2mbio com a Col\u00f4mbia, j\u00e1 que o realizador \u00e9 a AISCE (Associa\u00e7\u00e3o de Interc\u00e2mbio Sociocultural e Empresarial Brasil &#8211;\nCol\u00f4mbia).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os\nidealizadores queriam aproveitar a ideia bem-sucedida do graffiti como transformador social, est\u00e9tico, pol\u00edtico e\ntur\u00edstico principalmente em comunidades que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de\nvulnerabilidade social, a exemplo do Comuna 13, em Medell\u00edn, uma das mais\npopulosas e importantes cidades colombianas. Uma regi\u00e3o semelhante a muitas\n\u00e1reas de favelas brasileiras, principalmente no que diz respeito \u00e0\ncriminalidade, e que no in\u00edcio dos anos 2000 &#8211; com a ajuda de projetos que\nincentivaram a mudan\u00e7a est\u00e9tica a partir da arte de rua \u2013 est\u00e1 atualmente\ninserida na cartografia mundial do graffiti.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tr\u00eas\nartistas colombianos que vieram para ministrar as oficinas &#8211; Kano Delix, Sony e\nFuan Nexio, os dois primeiros de Bogot\u00e1 e o terceiro de Barranquilla &#8211; s\u00e3o\nnomes reconhecidos em suas cidades e vieram ao Brasil compartilhar suas\nexperi\u00eancias e conhecimento sobre o graffiti da Col\u00f4mbia. Junto aos arte-educadores brasileiros, os artistas\ncolombianos criaram pontes com os paulistas e mostraram t\u00e9cnicas e ensinaram\numa historiografia de arte urbana de grande import\u00e2ncia para Am\u00e9rica Latina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um pouco\nmais sobre as Oficinas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As 40 oficinas\nderam forma a 41 pain\u00e9is de graffiti em Heli\u00f3polis e arredores. Os encontros foram divididos em dois\nciclos &#8211; o primeiro deles no CEU Heli\u00f3polis e o segundo nas escolas estaduais\nTancredo Neves e Gualter da Silva e na CCA Heli\u00f3polis UNAS (Centro para\nCrian\u00e7as e Adolescentes).<\/p>\n\n\n\n<p>Os alunos\naprenderam sobre a Hist\u00f3ria do graffiti no Brasil e tamb\u00e9m na Col\u00f4mbia &#8211; j\u00e1 que tr\u00eas artistas vieram do pa\u00eds\nvizinho, e se juntaram a outros 17 grafiteiros brasileiros -, escutaram sobre a\nviv\u00eancia dos artistas e sua experi\u00eancia profissional, sobre como viver de e com\no graffiti e como funciona o mercado\nde trabalho da arte urbana, e claro, aprenderem t\u00e9cnicas para desenvolverem\nsuas pr\u00f3prias pe\u00e7as art\u00edsticas. Ao final do per\u00edodo de aulas e com o painel\nrealizado, os alunos receberam uma certifica\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o no projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada uma das\noficinas foi ministrada por um arte-educador, que conduzia as atividades e\naplicava o plano de aula previamente estabelecido, e um grafiteiro convidado,\nque mostrava as t\u00e9cnicas, delineava o graffiti a ser feito, contava sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria e trajet\u00f3ria. Assim, cada\nturma criou seu pr\u00f3prio mural &#8211; uma obra coletiva assinada pelo artista e seus\nalunos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div style=\"font-size:0px;height:0px;line-height:0px;margin:0;padding:0;clear:both\"><\/div><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De abril a junho deste ano o projeto Uma Virada de Cores ofereceu oficinas gratuitas de graffiti a jovens de Heli\u00f3polis, regi\u00e3o da zona sul da capital paulistana. O legado foram os 40 pain\u00e9is grafitados, que encheram de cores as ruas, esquinas e avenidas. Esse foi o resultado do primeiro projeto da AISCE &#8211; Associa\u00e7\u00e3o de Interc\u00e2mbio Sociocultural e Empresarial Brasil &#8211; Col\u00f4mbia, em co-realiza\u00e7\u00e3o com a produtora carioca Burburinho Cultural. 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