Jovens de Heliópolis apresentam espetáculo no TUSP

 

 

 

 

ESPETÁCULO “O DIA EM QUE TÚLIO DESCOBRIU A ÁFRICA” LEVA
AOS PALCOS DO TUSP O PROJETO ARTE E CIDADANIA EM HELIÓPOLIS

 

Dirigido por Egla Monteiro e Miguel Rocha, espetáculo será apresentado dias 24, 25, 31/10 e 01/11

 

 

Após seis meses de trabalho voltado para formação, preparação e criação de jovens artistas cidadãos, o projeto Arte e Cidadania em Heliópolis, da Companhia de Teatro Heliópolis apresenta o espetáculo “O Dia em Que Túlio Descobriu a África – Um Jovem Brasileiro Visita as Civilizações de Seus Antepassados”, livremente inspirado no texto homônimo de Ralf Rickli. Serão quatro apresentações no Teatro da Universidade de São Paulo, nos dias 24, 25 e 31 de outubro e 1.º de novembro.

 

A montagem se baseia ainda na própria vivência do grupo neste processo, sob a coordenação artística de Egla Monteiro e Miguel Rocha, que também assinam a direção do espetáculo. No elenco, além dos artistas convidados Maria Mello, Sílvio Paulino dos Santos e Léo Gonzaga, estão os nove jovens formados pelo projeto: Andreia Tamara, Bruno Lourenço, Christian David, Donizete Bomfim, Jéssica Alexandre, Júlia Raquel, Ligia Albarracin, Lucas Ramos e Vanda Mayule.

 

A encenação transita entre a dramaturgia inspiradora e a vida real destes jovens, propondo – a partir da história do personagem principal – mergulhar em suas origens e aos rumos que pretendem dar à própria existência para tornarem-se sujeitos dela. Jogos cênicos, a exploração do movimento dos corpos em deslocamento pelo espaço vazio, a busca pela poesia da vida nos momentos mais difíceis, a delicadeza, afetuosidade e simplicidade foram elementos agregados à concepção teatral.

 

Assim, “O Dia em Que Túlio Descobriu a África…” combina dados biográficos dos artistas cidadãos e suas demandas urgentes a comunicar, além de fatos verídicos, para relatar as aventuras, desventuras, sofrimentos e alegrias desta raça, que muitas vezes nem tem idéia de quão gloriosa é sua história –conseqüência da própria distorção de fatos sobre a auto-imagem dos afro-descendentes, especialmente os jovens. E faz um apelo para que Túlio seja um agente de conscientização do seu próprio povo, quanto a sua dignidade e relevância histórica.

 

Sinopse – Túlio, um jovem afro-brasileiro que trabalha como office-boy e mora numa favela, um dia vê sua atitude de vida positiva ser abalada por uma experiência de violência e preconceito praticada contra ele pela polícia. Em resposta a sua perplexidade, é levado a uma viagem no tempo e no espaço por diferentes momentos da história real da África.

 

Arte e Cidadania em Heliópolis

 

Contribuir com a formação de jovens artistas-cidadãos que vivem em área de risco e de vulnerabilidade social foi a premissa que motivou o surgimento do projeto “Arte e Cidadania em Heliópolis”. Durante seis meses, cumpriu-se o objetivo de consolidar, manter e ampliar um núcleo de pesquisa teatral com jovens da comunidade de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, por meio de encontros diários, finalizando-o com a criação de um espetáculo.

 

 “A Companhia Heliópolis propôs o projeto para a comunidade, com o objetivo de unir mais pessoas que tem como objetivo o teatro. Foram chamados aqueles que quisessem participar, independente de integrar a companhia ou não, desde que tivessem o interesse em se relacionar e se desenvolver neste caminho da arte”, resume o diretor Miguel Rocha, a respeito do projeto.

 

Uma vez selecionados, os jovens artistas se uniram aos três atores convidados para receberem as primeiras aulas. A equipe de professores reuniu Ana Portich (ética e cidadania), Jobi Espasiano (canto), Kiusam de Oliveira (dança), Maysa Lepique (expressão vocal), Paulo Fabiano (interpretação), Ralf Rickli (estudos do texto) e Silvana Abreu (expressão corporal).

 

Nesta fase de Formação o projeto contou, ainda, com as participações da filósofa Iná Camargo Costa, que ministrou a palestra “Para que teatro?” e do professor de História Francisco Alambert, que realizou aula inaugural sobre o tema “Formação do povo brasileiro”.

 

Nos meses seguintes, o projeto passou a ser direcionado para a criação do espetáculo “O Dia Em Que Túlio Descobriu a África”. Abordar artisticamente questões sociais, como pode ser um caminho de debate, reflexão e encontro de novas perspectivas para mudar esta realidade.

 

“Nosso teatro sonha com nada menos do que transformar o mundo. Esse é nosso comprometimento como cidadãos habitantes de um mundo onde quase tudo precisar ser reinventado, reconstruído: a vida, o teatro, as relações. O que estará no palco se relaciona diretamente com as vidas envolvidas neste projeto e com o que as afeta. Relaciona-se diretamente com as biografias desses meninos e meninas e com as reflexões e experiências que tivemos durante todo o processo vivido no projeto. É o teatro que queremos e escolhemos fazer, e que leva em conta o que somos, como somos e por que somos o que somos”, analisa Egla Monteiro, coordenadora artística.

 

O projeto Arte e Cidadania em Heliópolis conta com o patrocínio da Petrobras e apoio cultural do SESC São Paulo e da Secretaria de Estado da Cultura/ Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias do Governo do Estado de São Paulo.

 

Ficha Técnica

 

Texto                                     Ralf Rickli

Coordenação Artística      Egla Monteiro

Direção                                 Miguel Rocha e Egla Monteiro

Artistas Convidados          Maria Mello, Silvio Paulino dos Santos e Léo Gonzaga

Artistas/Cidadãos              Andréia Tamara, Bruno Lourenço, Christian David, Donizete Bomfim, Jéssica            Alexandre, Julia Raquel, Ligia Albarracin, Lucas Ramos, Vanda Mayule.

Professores                          Ana Portich, Jobi Espasiano, Kiusam de Oliveira, Maysa Lepique, Paulo Fabiano, Ralf Rickli e Silvana Abreu.

Palestrantes                        Iná Camargo Costa e Francisco Alambert.

Coreografia                          Kiusam de Oliveira

Interlocução Artística       Raquel Ornellas

Iluminação                           Davi de Brito e Vânia Jaconis

Produção Executiva                       Dalma Régia

Criação de Vídeo               Rodrigo Gontijo

Coordenador Técnico

de Vídeo                               Theo Grahl

Assistente de Vídeo                 Fernanda Vinhas

Operação de Vídeo            Paulo Fonseca

Música ao Vivo                   Mingo Jacob

Fotos                                Luzia Ferreira

Figurino

Primeira Parte                    Rodrigo Nogueira

Figurino

Segunda, Terceira

e Quarta parte                    Telumi Hellen        

Cenografia                        Telumi Hellen
Maquiagem           Marcos Kheza

Sonoplastia                       Gesiel de Oliveira

Criação Gráfica                 Fernanda Mascarenhas

Realização                        Companhia de Teatro Heliópolis e Companhia de Solistas

 

Companhia de Teatro Heliópolis

 

A companhia foi fundada em 2000 por iniciativa de Miguel Rocha, Claudelice Galvão, Dalma Régia e um grupo de adolescentes da comunidade, com o desejo de contribuir para ampliar o universo cultural de Heliópolis e melhorar a auto-estima dos moradores.

A meta é propiciar atividades culturais que possam formar cidadãos mais solidários e atuantes em relação à comunidade. Incentivar crianças e jovens para a importância da escola, do estudo e da cultura em geral, além de resgatar a imagem da periferia em seus aspectos positivos, mostrando que existem pessoas da própria comunidade trabalhando para realizar melhorias.

Dentre seus principais espetáculos estão “Os Meninos do Brasil”, “Coração de Vidro”, “Queda para o Alto” e o solo “Eu Não Quero Ver o Sol Nascer Não do Jeito que Vejo”, de Miguel Rocha, que integrou o projeto Solos do Brasil, concebido por Egla Monteiro e coordenado por Denise Stoklos.

Miguel Rocha

 

Ator, diretor e um dos criadores da Companhia de Teatro Heliópolis. Estudou teatro na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, na Escola de Dança Sandra Amaral e na escola Recriarte. Integrou o grupo de teatro MCTA, de São Caetano (SP), como ator e assistente de direção. Foi o criador da Cia. de Teatro Heliópolis, que estreou com “Queda Para o Alto”, sob sua direção, com grande repercussão de público.

 

Em 2002/2003 participou do “Projeto Solos do Brasil”, criado, produzido e administrado por Egla Monteiro, sob coordenação artística de Denise Stoklos. Teve aulas de dança com Hugo Rodas, de direção com Antônio Abujamra, de mímica com Luís Louis, de texto corporal com Eduardo Coutinho, de filosofia e estética com Luiz Fuganti, de canto com Caio Ferraz, teatro dinâmico e máscara neutra com Ricardo Napoleão. Deste projeto resultou o espetáculo-solo “Eu quero ver o sol nascer, mas não do jeito que vejo”, escrito e dirigido pelo próprio ator. Integrou o projeto do SESC Ipiranga “Corpo e imagem”, sob coordenação da coreógrafa Ivani Santana, e dirigiu o espetáculo infantil “Coração de Vidro”. Em 2004 participou do curso de produção de Carla Pollastrelli, organizado pela Fondazione Pontedera Teatro.

 

Egla Monteiro

 

Atriz, diretora, pesquisadora de solo de teatro, criadora de projetos artístico-culturais, pensadora de cultura. Uma das fundadoras da “Companhia de Solistas”, já premiada em “Sob Neblina”, em que foi assistente de direção e criadora da luz, contemplada pelo PAC de Dança/2006, da Secretaria Estadual da Cultura. Trabalhou por 13 anos no SESC São Paulo, como coordenadora de programação das unidades Pompéia e Ipiranga.

 

Entre os inúmeros projetos em que participou no SESC, destacam-se: “Balaio Brasil”, a série “Solos de Teatro”; “Sexo, Drogas e Rock ‘n’ Roll, Elis, Essa Mulher”; “Videobrasil”, Festival Internacional de Artes Cênicas, Festival Internacional de Teatro de Animação, Festival Internacional de Teatro de Rua, Temporada SESC Outono 97 e SESC 50 Anos.


Entre os principais projetos que criou, elaborou, captou e implementou destacam-se: “Solos do Brasil”, “Turnê Água Riqueza do Brasil”, “Circulação Calendário da Pedra”, “Louise Borgeois: Faço, Desfaço, Refaço”, “Festival Denise Stoklos”, “Olhos Recém-Nascidos” e “Denise Stoklos Performance”. A convite de Tiche Vianna e junto com ela, coordenou projeto de pesquisa com atores do TUSP/USP no segundo semestre de 2007. Mantém parceria e interlocução artística permanente com a Companhia De Teatro Heliópolis, desde “Herzer – A Queda Para o Alto”, de 2000, além de assinar a coordenação artística do espetáculo “Meninos Do Brasil” e “Arte e cidadania em Heliópolis”.

 

Serviço

 

“O Dia em Que Túlio Descobriu a África –

Um Jovem Brasileiro Visita as Civilizações de Seus Antepassados”

PROJETO ARTE E CIDADANIA EM HELIÓPOLIS – COMPANHIA HELIÓPOLIS DE TEATRO

 

Datas:                                   Sábado, 24 de outubro, às 19h.

                                      Domingo, 25 de outubro, às 18h.

                                      Sábado, 31 de outubro, às 19h.

                                      Domingo, 01 de novembro, às 18h.

 

Preços:                      R$10 e R$5.

Local:                         TUSP

Endereço:                 Rua Maria Antônia, 294 (Consolação) – São Paulo (SP)

Telefone:                  11 3255-7182 – Ramais 41 e 42.

Capacidade: 130 lugares

 

Gênero:                     Drama

Classif. Etária:        Indicado para maiores de 12 anos

 

Blog official:                       http://projetoarteecidadaniaemhelipolis.blogspot.com/

 

 

 

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